quinta-feira, 23 de junho de 2016

A Era Vargas no Brasil

Na História do Brasil República, um dos períodos mais decisivos ficou conhecido sob o nome de Era Vargas. Sabe-se que Vargas foi o político que, por mais tempo, exerceu o cargo de chefe do poder executivo da República brasileira. Inicialmente, por 15 anos (de 1930 a 1945), e, depois, por mais 4 anos (de 1950 a 1954). A “Era Vargas” compreende a primeira fase apontada.
A Era Vargas, ou Período Getulista, como também ficou conhecida, teve início com a Revolução de 1930, que deu fim à República dos Oligarcas, afastando o então presidente Washington Luís e uma série de governadores do poder. Essa era teve seu fim em 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial e Vargas foi pressionado pelos militares a deixar o cargo e retirar-se para o Rio Grande do Sul, sua terra natal. Esse arco temporal pode ser dividido em três fases: o Governo Provisório, o Governo Constitucional e o Governo Ditatorial (ou Estado Novo).
Nas fases dos Governos Provisório e Constitucional, uma série de eventos decisivos ocorreu, mudando radicalmente a estrutura do poder republicano, além de promover transformações econômicas de grande lastro também. Tudo começou com a já mencionada Revolução de 1930, que empossou Vargas no poder. As primeiras medidas tomadas tinham em vista o desmantelamento do “mandonismo” regional e da polaridade política em estados como Minas Gerais e São Paulo. Uma dessas medidas consistia no envio de interventores para certos estados, que ocuparam o lugar dos respectivos governadores.
Passados dois anos do exercício da política de intervenção, houve uma reação liderada por um dos estados mais poderosos da nação, São Paulo. A reação tinha com motivo principal a não convocação de uma constituinte para a elaboração de uma nova Carta Constitucional (a última era de 1891). O impasse resultou em guerra e ficou conhecido como Revolução Constitucionalista de 1932.
Passada a guerra de 1932, finalmente, em 1934, uma Constituição foi elaborada e teve início o período do Governo Constitucional, que durou até 1937. Nesse espaço de tempo, Vargas teve de enfrentar outras formas de organização política, sobretudo o comunismo e o integralismo. A chamada Intentona Comunista, inclusive, foi um dos eventos usados como justificativa para o golpe que foi dado em 1937, por meio do qual foi instituído o Estado Novo.
Com o Estado Novo, Vargas limitou as liberdades individuais, poder que o exército lhe conferiu em virtude de sua capacidade administrativa e de sua habilidade de condução populista da massa de trabalhadores. A criação da CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, foi um dos feitos desse período. A estrutura simbólica da ditadura varguista emulava muitas características do fascismo italiano e do nazismo alemão. Durante essa fase, Vargas, inclusive, esteve muito próximo a esses dois. Além disso, do ponto de vista econômico, uma das medidas mais importantes foi o desenvolvimento das indústrias de base, como a metalurgia, a siderurgia e a extração de petróleo.
  
Fonte de Pesquisa:  http://brasilescola.uol.com.br/historiab/era-vargas.htm

Política do café-com-leite

Ficou conhecida como "política do café-com-leite" o arranjo político que vigorou no período da Primeira República (mais conhecida pelo nome de República Velha), envolvendo as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais e o governo central no sentido de controlar o processo sucessório, para que somente políticos desses dois estados fossem eleitos à presidência de modo alternado. Assim, ora o chefe de estado sairia do meio político paulista, ora do mineiro.
Era fácil concluir com isso que os presidentes eleitos representariam os interesses das duas oligarquias, mas não eram necessariamente de origem mineira ou paulista, a exemplo do último presidente eleito por meio deste esquema, Washington Luís, que nasceu no Rio de Janeiro, mas fez toda sua carreira política em São Paulo.
Após a proclamação da República, a 15 de novembro, dois militares se sucederam no comando do país, os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. A partir daí, a história do Brasil foi marcada por acordos entre as elites dos principais centros políticos do país, que à época eram Minas Gerais e São Paulo. Os "coronéis", grandes fazendeiros, optavam por candidatos da política café-com-leite, e estes, além de concentrar suas decisões na proteção dos negócios dos latifundiários, concediam regalias, cargos públicos e financiamentos.
O surgimento do nome "café-com-leite" batizando tal acordo seria uma referência à economia de São Paulo e Minas, grandes produtores, respectivamente, de café e leite. Entretanto, alguns autores contestam tal explicação para o surgimento da expressão, pois o Rio Grande do Sul seria o maior produtor de leite à época. O leite como referência a Minas Gerais teria vindo na verdade das características da cozinha mineira, representada pelo queijo minas ou mesmo pelo pão de queijo, e que assim, combinada com o a palavra "café", há muito associada a São Paulo (por ser este estado, sim, o grande produtor de café e seu maior representante), remeteria à expressão ainda hoje conhecida de "café-com-leite", usada para designar a pessoa que participa de uma ação com neutralidade, que não pode dar conselho e não pode ser aconselhado, que participa com condições especiais em algum evento.
De qualquer modo, os dois eram estados bastante populosos, fortes politicamente e berços de duas das principais legendas republicanas: o Partido Republicano Paulista e o Partido Republicano Mineiro. São Paulo era a maior força política e Minas Gerais tinha o maior eleitorado do país, como acontece ainda hoje.
Com a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, o preço do café brasileiro caiu drasticamente, o que levou os cafeicultores paulistas a terem uma crise de superprodução. Esta fragilidade econômica de São Paulo foi decisiva para que Minas Gerais se unisse ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a chamada Aliança Liberal, a qual resultou na eleição do gaúcho Getúlio Vargas à presidência encerrando o ciclo da política café-com-leite.

Fonte de Pesquisa:  http://www.infoescola.com/historia/politica-do-cafe-com-leite/

Movimento Antropofagico de Oswald de Andrade

O Manifesto Antropófago ou Antropofágico foi um manifesto literário escrito por Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928, que tinha por objetivo repensar a dependência cultural brasileira.
O Manifesto foi publicado na primeira edição da Revista de Antropofagia, meio de comunicação responsável pela difusão do movimento antropofágico brasileiro. A linguagem do manifesto é majoritariamente metafórica, contendo fragmentos poéticos bem-humorados e torna-se a fonte teórica principal do movimento.
Oswald utiliza durante o desenvolvimento do manifesto, teorias de diversos autores e pensadores mundiais, como Freud, Marx, Breton, Francis Picabia, Rousseau, Montaigne e Hermann Keyserling. Combinadas as idéias destes autores e a ideologia desenvolvida por Oswald, retomam-se características dos primórdios da formação cultural brasileira: a combinação das culturas primitivas (indígena e africana) e da cultura latina, formada pela colonização européia. E forma-se o conceito errôneo de caracterizar, perante a colonização, o selvagem como elemento agressivo.
A intenção de promover o resgate da cultura primitiva é notável no manifesto, e o autor o faz por meio de um processo não harmonioso de tentar promover a assimilação mútua por ambas as culturas. Oswald, no entanto, não se opõe drasticamente à civilização moderna e industrializada, mas propõe um certo tipo de cautela ao absorver aspectos culturais de outrem, para que a modernidade não se sobreponha totalmente às culturas primitivas. E também, para que haja maior cuidado ao absorver a cultura de outros lugares, para que não haja absorção do desnecessário e a cultura brasileira vire um amontoado de fragmentos de culturas exteriores.
No decorrer do manifesto o autor reconta, metaforicamente, a História do Brasil, associando figuras como Padre Vieira, Anchieta, a Mãe dos Gracos, a corte de D. João VI, a Moral da Cegonha à potência mítica de Jabuti, Guaraci, Jaci e da Cobra Grande. Oswald caracteriza como “idade de ouro” a época do Brasil não colonizado, com sua própria língua e cultura.
O Manifesto Antropofágico foi um marco no Modernismo brasileiro, pois não somente mudou a forma do brasileiro de encarar o fluxo de elementos culturais do mundo, mas também colocou em evidência a produção própria, a característica brasileira na arte, ascendendo uma identidade tupiniquim no cenário artístico mundial.

Fonte de Pesquisa:  http://www.infoescola.com/literatura/manifesto-antropofagico/

Modernismo brasileiro

Modernismo foi o período do movimento da literatura moderna nas letras. Esta escola engloba manifestações vanguardistas como o Futurismo, o Super-realismo e o Dadaísmo. O objetivo do Modernismo, no que se refere à literatura, foi indicar a necessidade de renovação, opondo a modernidade ao tradicionalismo.
O modernismo brasileiro foi iniciado no século XX. Na época, a preocupação dos autores modernos era substituir os antigos valores. As principais características desta escola literária são o progresso, a sensação de instabilidade e transitoriedade, a criação e investigação pessoal, o livre exame e o futuro.
Com esta configuração, o Modernismo fixa-se na historiografia literária brasileira com o início da Semana de Arte Moderna de 1922, que ocorreu nos dias 13, 15 e 17 daquele ano no Teatro Municipal de São Paulo. Porém, antes destes dias de manifestação de obras e ideias modernistas, este espírito literário já havia começado um processo de preparação anos antes.
Uma das primeiras manifestações do pré-modernismo no Brasil foi o Futurismo, termo presente no país entre 1915 e 1921, ano em que Oswald de Andrade publicou um artigo em que chamou Mário de Andrade de “o meu poeta futurista”.
A origem da Semana de Arte Moderna de 1922 foi uma sugestão do pintor Di Cavalcanti feita a Paulo Prado. A proposta era iniciar uma “série de escândalos da Semana de Elegância de Deauville”. Até hoje, existem controvérsias sobre qual cidade teria criado o movimento. Rio de Janeiro ou São Paulo?
Consta que nas duas cidades existiam grupos renovando e indicando ideais modernos. Em São Paulo, os intelectuais eram Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Luís Aranha, Agenor Barbosa, Plínio Salgado e Cândido Mota Filho. No Rio, os principais nomes eram Graça Aranha, Ribeiro Couto, Renato Almeida, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira e Manuel Bandeira.
Vinte anos após o final do movimento, Mário de Andrade traçou quais foram seus rumos iniciais: estabilizar uma nova forma de consciência criadora brasileira, atualizar a inteligência artística do país e conquistar o direito à pesquisa estética.
Apesar da Semana de Arte Moderna ser considerada um marco histórico, após o seu fim, o Modernismo entra em uma fase de ruptura entre os grupos e de divergência de correntes. De São Paulo e Rio de Janeiro, as ideias foram proliferadas para outras regiões do Brasil. De acordo com alguns intérpretes da literatura contemporânea, o Modernismo foi fixado historicamente na Semana de 22, mas se estende até a década de 60. Porém, o termo foi perdendo sua força e se estratificando como uma denominação geral.

Fonte de Pesquisa: http://www.infoescola.com/literatura/modernismo-brasileiro/

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Campos Sales

Manuel Ferraz de Campos Sales nasceu em Campinas, no dia 15 de fevereiro de 1841. Campos Sales se tornou bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo no ano de 1863, ingressando, logo em seguida, no Partido Liberal. Além de advogado, foi político e criador do PRP (Partido Republicano Paulista), marcando sua carreira com a presidência do estado de São Paulo, de 1896 a 1897 e em seguida assumindo o posto de quarto presidente da República, do ano de 1898 até 1902.
Em sua carreira política, Campos Sales ficou conhecido como um republicano histórico, vindo a assumir em 1867 o cargo de deputado provincial, em 1872 o de vereador e em 1881 novamente o de deputado provincial. Em 1885 foi deputado geral (ou federal, como se diz hoje) e em 1889 voltava a ser deputado provincial. Quando foi proclamada a República, Campos Sales foi nomeado como Ministro da Justiça por Deodoro da Fonseca. Nesta oportunidade, promoveu a criação do casamento civil e começou a elaboração de um Código Civil. Além disso, substituiu pelo Código Penal o antigo Código Criminal do Império. Trabalhou também, neste período, no projeto de lei sobre crimes de responsabilidade do presidente da república.
Em 1891 foi eleito senador, mas renunciou ao cargo em 1896, pois se tornaria presidente do estado de São Paulo. Durante o curto tempo em que esteve no cargo, Camps Sales enfrentou um surto de febre amarela, um conflito na colônia italiana da Capital, uma onda de violência em Araraquara e a Guerra de Canudos. Viria também a renunciar o cargo de presidente do estado de São Paulo um ano depois da posse, com o objetivo de se candidatar à presidência da República.
Em março de 1898 foi eleito presidente da República. Conseguiu ao total 420.286 votos. O governo de Campos Sales concentrou esforços em tentar sanar a inflação do país, e em promover políticas que agradassem às oligarquias cafeeiras. Terminou o seu mandato sem o apoio popular e com bom prestígio entre as elites do país.
Em 1899 o presidente da Argentina, Júlio Roca, visitou o Rio, e no ano seguinte Campos Sales foi recebido em Buenos Aires por cerca de 300.000 pessoas. Foi o primeiro presidente brasileiro a viajar para o exterior.
Governou até 1902 e elegeu seu sucessor, o Conselheiro Rodrigues Alves. Em seguida, foi eleito senador em São Paulo e diplomata na Argentina, onde trabalhou com o amigo Júlio Roca, ex-presidente do país.
Seu nome chegou a ser cogitado para as eleições de 1914, mas em 28 de junho de 1913 viria a falecer repentinamente.

Afonso Pena

Afonso Pena (1847-1909) foi presidente do Brasil. O Serviço de Proteção ao Índio, foi criado em seu governo, cuja direção foi entregue ao Marechal Cândido Rondon. Foi Deputado pela província de Minas Gerais. Foi eleito 4 vezes para deputado da Câmara Geral, pelo Partido Liberal. Nesse período acumulou os cargos de Ministro da Guerra, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e da Justiça. Foi Governador de Minas Gerais, o primeiro eleito pelo voto direto. Foi eleito presidente do Brasil por duas vezes. Permaneceu na presidência entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909.
Afonso Pena (1847-1909) nasceu em Santa Bárbara, Minas Gerais, em 30 de novembro. Filho de Domingos José Teixeira Pena, imigrante português e da brasileira Ana Maria dos Santos. Estudou no Colégio do Caraça, dos Padres Lazaristas. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1870. Foi colega de Rodrigues Alves, Rui Barbosa e Castro Alves.
Exerceu extensa carreira política. Foi Deputado da Província de Minas gerais em 1874. Foi eleito quatro vezes para deputado geral, de 1878 a 1889, pelo partido Liberal. Nesse período acumulou o cargo de Ministro da Guerra em 1882, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas em 1883 e 1884 e Ministro da Justiça em 1885.
Participou da Assembléia Constituinte mineira e foi relator da constituição estadual. Assim começou sua aproximação com o grupo republicano. Com o afastamento de Cesário Alvim da presidência de Minas Gerais, foi eleito para completar seu mandato. Em 1892 foi um dos fundadores e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Coube a Afonso Pena, a transferência da capital, de Ouro Preto, para Curral del-Rei, onde, em 1894, teve início a construção da nova capital, Belo Horizonte.
Com a morte de Francisco Silviano de Almeida Brandão, eleito mas não empossado, elegeu-se vice-presidente da república no quatriênio 1902-1906. Em 1905, na sucessão de Rodrigues Alves, foi escolhido candidato à presidência da república, com Nilo Peçanha, e elegeu-se com a maioria dos votos. Escolheu seu ministério e logo fez uma viagem de quatro meses por todos os estados litorâneos brasileiros, para ouvir diretamente os governos locais e a opinião pública.
Afonso Pena acelerou a imigração e em 1908 perto de 100 000 colonos espalhavam-se pelo sul do país, destacando-se o italiano. Apoiou um amplo programa ferroviário. Criou o Serviço de Proteção ao Índio cuja direção foi entregue a Rondon. Criou também o Serviço Geológico e Mineralógico, para pesquisa e aproveitamento das riquezas minerais do país.
Afonso Pena faleceu em 14 de junho de 1909, antes de terminar o mandato, após rápida enfermidade, no palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
fonte de pesquisa :https://www.ebiografia.com/afonso_pena/

Washington Luís

Washington Luís foi o último presidente brasileiro representante do acordo entre as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo, através da famosa política do café com leite. Em seu governo se deu a crise de tal pacto e o presidente nem chegou a completar seu mandato, sendo deposto e dando lugar logo depois para a Revolução de 1930 que iniciaria a Era Vargas na presidência do Brasil.
Washington Luís Pereira de Sousa nasceu no estado do Rio de Janeiro no dia 26 de outubro de 1869, na cidade de Macaé. Oriundo de uma família pobre, teve sua formação inicial feita no Colégio Dom Pedro II na cidade do Rio de Janeiro. Para concluir seus estudos foi preciso que seus outros irmãos parassem de estudar. Em sua formação superior foi para a cidade de São Paulo e formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1891. Em seguida foi nomeado promotor público na cidade de Barra Mansa, mas preferiu dedicar-se a advocacia na cidade de Batatais, lugar onde daria início também à sua carreira política. Washington Luís também foi historiador, publicou livros como A Capitania de São Paulo e Na Capitania de São Vicente.
A carreira política começou em Batatais quando foi eleito vereador entre 1897 e 1898, alguns anos mais tarde, em 1904, daria início já a um mandato de deputado estadual pelo estado de São Paulo que se seguiria por um ano. Em 1905 Washington Luís integrava ativamente a Assembléia Nacional Constituinte defendendo a autonomia dos municípios frente aos governos estaduais e federal. Tornou a ser eleito deputado estadual por São Paulo em 1912, permanecendo como tal durante mais um ano. Logo se afastou para concorrer à prefeitura da cidade de São Paulo e ser eleito para o mandato de 1915 até 1919, cumprindo-o por inteiro. Após deixar o governo da cidade, candidatou-se para o governo do estado de São Paulo e mais uma vez saiu vitorioso, exercendo o novo cargo no período entre 1920 e 1924. Sua atuação como governador o garantiu no comando da comissão executiva do Partido Republicano Paulista, mesmo sendo fluminense. Em 1925 assumiu o posto de Senador do mesmo estado por um ano. Seu prestígio político era muito grande, Washington Luís era muito respeitado e assim seu nome foi indicado por unanimidade para concorrer ao cargo de presidente do país nas eleições de 1926.
Mesmo sendo natural do estado do Rio de Janeiro, Washington Luís se considerava paulista e de fato toda sua atuação e reputação política foi conquistada pelo histórico desenvolvido no Partido Republicano Paulista. Para as eleições de 1926 as elites de Minas Gerais e de São Paulo não tiveram problemas em indicá-lo como candidato, o qual não teve adversários nas urnas. Então Washington Luís assumiu a presidência no dia 15 de novembro de 1926.
Quando Washington Luís assumiu o principal posto da política brasileirajá não tinha mais que dedicar o governo ao combate das revoltas que marcaram a década de 1920, seus antecessores já tinham dominado a situação. Os problemas do novo presidente seriam outros. Mesmo com os tenentes e os operários já controlados, criou em 1927 a Lei Celerada que determinava a censura à imprensa e a restrição do direito de reunião, colocando o Partido Comunista Brasileiro, reconhecido oficialmente no início de seu governo, na clandestinidade.
Na economia enfrentou uma grave crise que nenhum outro em seu lugar teria como passar imune. Em 1929 ocorreu a maior crise de todos os tempos, até então, do capitalismo. A superprodução que sucedeu aPrimeira Guerra Mundial teve seu momento de choque com a quebra da bolsa de valores de Nova Yorque em 1929, todos os países capitalistas do mundo foram atingidos e o Brasil não tinha como ficar de fora. A consequência foi o fim da política de valorização do preço do café no mercado mundial, o qual era garantido pelo governo federal, através do Convênio de Taubaté firmado em 1906, e pelo Instituto do Café de São Paulo. O café era o principal produto na pauta de exportação do Brasil, representava quase 70%, sua fraqueza no mercado mundial fez a economia brasileira sofrer e teve reflexos também na política.
Mas o pior problema que Washington Luís enfrentaria seria a crise gerada na política do café com leite, a qual teria imensas consequências para a história do Brasil. Nas decisões políticas para o governo sucessório, Washington Luís indicou o paulista Júlio Prestes, tal fato desagradou os políticos mineiros que esperavam por um novo presidente que fosse do estado. Mesmo sob contestação e pressão da oligarquia mineira Júlio Prestes foi eleito no dia primeiro de março de 1930 para o mandato seguinte, sob muita suspeita de fraude. Insatisfeitos, os políticos mineiros se uniram com os gaúchos e iniciaram um movimento de insurreição que nem permitiria a posse de Júlio Prestes. O vice-presidente, João Pessoa, na chapa formada pelos opositores dos paulistas que tinha Getúlio Vargas como candidato principal foi assassinado na Paraíba no dia 26 de julho de 1930 agravando a crise política. O movimento de insurreição que saiu do Rio Grande do Sul fez com que o ainda presidente Washington Luís fosse deposto pelas forças armadas no dia 24 de outubro de 1930, colocando uma Junta Governativa Provisória formada por Tasso Fragoso, Mena Barreto e Isaías de Noronha no poder.
Com a deposição, Washington Luís cumpriu exílio nos Estados Unidos e também na Europa até 1947. Quando retornou ao Brasil recusou se envolver novamente com política, falecendo então no dia 4 de agosto de 1957 na cidade de São Paulo.
Fontes:
http://www.duplipensar.net/dossies/historia-das-eleicoes/presidente-washington-luis.html
http://www.portalbrasil.net/politica_presidentes_washingtonluis.htm
http://www.planalto.gov.br/Infger_07/presidentes/washington_luis.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington_Lu%C3%ADs_Pereira_de_Sousa