Uma das consequências mais importantes da Grande Depressão foi ampliar e legitimar a intervenção do Estado na economia , abalando a ideologia liberal do capitalismo , que pregava a liberdade irrestrita de mercado.
A perda de confiança nas soluções liberais , no entanto , não se restringiu á economia. Na Europa e em outros continentes , o colapso do sistema capitalista de produção gerou também profundo ressentimento contra a forma de organização democrática do Estado.
A crise favoreceu , assim , a ação de ideologias e movimentos políticos que pregavam a destruição da democracia e a instauração de regimes '' fortes'' , ditatoriais , capazes de mobilizar a nação em torno de ideias nacionalistas e de tirá-la do caos. Foi nessas circunstâncias que movimentos de direita , como o fascismo italiano , ganharam força.
O fascismo não foi produto apenas da Grande Depressão, mas também do exacerbado nacionalismo herdado do século XIX e de ressentimentos nacionais provocados pelos resultados da Primeira Guerra Mundial.
Na verdade , desde 1918 já havia movimentos ultranacionalista e autoritários em várias regiões da Europa, principalmente na Itália. Ali , em 1919, um antigo militante de esquerda que rompera com o socialismo , Benito Mussolini , fundou o Fascio di Combattimento , embrião do Partido Nacional Fascista que , em 1922 , chegaria ao poder.
Mussolini prometia acabar com a luta de classes, implantar um governo forte , destinado a afastar o perigo de uma revolução socialista , e transformar a Itália numa grande potência. Para isso , ele e seus partidários se propunham esmagar os grupos de esquerda - socialistas , anarquistas e , mais tarde , comunistas ( na Itália , o Partido Comunista seria fundado em 1921 , a partir de uma dissidência do Partido Socialista).
Na luta por esses objetos , os fascistas organizavam-se em milícias armadas , uniformizadas com camisas negras e treinadas no uso da violência física contra os adversários. Sua principal base de apoio eram classes médias insatisfeitas com a crise e assutadas com a possibilidade de uma revolução socialista como a que ocorrera na Rússia , em 1917. Mas havia todo tipo de pessoas sem empregos , desordeiros , marginais e desocupados. Os alvos preferidos das suas ações violentas eram líderes sindicais , operários em greve , socialistas e democratas em geral.
Por essa época , o Estado italiano estava organizando sob a forma de monarquia parlamentar , com um primeiro-ministro como chefe de governo. Após a Primeira Guerra Mundial , o país entrou num período de turbulência política e econômica. O desemprego se acentuou e ,em 1921 ,eclodiram nas cidades industriais da região norte grandes manifestações e greves operárias com ocupação de fábricas.
Nessas condições , em outubro de 1922 , Mussolini , Chamado de Duce ( guia ) por seus partidários , pôs-se á frente de 50 mil ''camisas negras'' e realizou uma gigantesca demonstração de força, a ''Marcha sobre Roma''. A resposta do rei Vítor Emanuel III foi nomeá-lo para o cargo de primeiro-ministro. No poder , o Duce convocou novas eleições , que deram 65% dos votos ao partido Fascista, graças ás fraudes e á violência.
Blog de História dos alunos do 3o ano do Ensino Médio, do Colégio Ramos Lopez, Santos-SP
domingo, 24 de abril de 2016
A Revolução Russa de 1917
A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
Rússia Czarista
Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.
A Revolução compreendeu duas fases distintas:
- A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
Czar da Rússia Nicolau II
- A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.
1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética Vladmir Ilitch Ulianov
Lênin
O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado
O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.
No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.
O aumento do poder dos Bolcheviques
Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.
Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.
Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.
O novo governo
O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lênin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.
Líder da União Soviética Josef Stalin
Josef Stalin foi o dirigente máximo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953. Governou por meio do terror, embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais.
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).
A guerra civil
O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.
Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.
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O tratado de Versalhes
Em janeiro de 1919, teve inicio a Conferência de Paris , convocada para estabelecer novas condições internacionais de convivência. Dela participaram somente as nações vencedoras e os países neutros, totalizando trinta e dois governos , mas apenas três líderes definiram os rumos do encontro:
Os primeiros ministros da Inglaterra e da França , Lloyd Geroge e Georges Clemenceau , respectivamente , e o Presidente dos Estados Unidos , Woodrow Wilson.
A conferência de Paris fixou os termos do tratado de paz a ser firmado com as nações vencidas e reformulou o mapa da Europa. Quatro antigos impérios deixaram de existir. Os impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano foram desmembrados , dando origem a diversas nações , como a Tchecos-lováquia e a Lugoslávia. Além disso, a reunião aprovou a constituição da Sociedade das Nações , também chamada de Liga das Nações , proposta pelo governo norte-americano. O principal objetivo do órgão era encontrar caminhos para o convívio pacífico entre os povos do mundo.
Em junho de 1919 , vencedores e vencidos se reuniram nas proximidades de Paris para firmar o Tratado de Versalhes. Por imposição da França , o tratado foi assinado na Sala dos Espelhos do palácio de Versalhes , a mesma em que Bismarck havia proclamado o Segundo Reich alemão , em janeiro de 1871 , após a derrota francesa da Guerra Franco-Prussiana.
Pelo acordo , a Alemanha perdeu a Alsácia-Lorena parar a França e outras regiões para a Bélgica , a Tchecoslováquia e a Polônia. Além disso , foi criada uma estreita faixa de terra ligando a Polônia ao mar Báltico. Denominada corredor polonês, essa faixa atravessa o norte da Alemanha , cortando o país em duas partes.
O tratado tinha também uma cláusula econômica financeira , que obrigava a Alemanha a pagar pesada indenização em dinheiro , a título de ''reparações de guerra'' , e a entregar parte de sua frota mercante, de suas locomotivas e de suas reservas de ouro ás nações vencedoras.
Uma cláusula militar proibia que o governo alemão tivesse marinha de guerra , tanques e artilharia pesada , fixando o seu exército em 100 mil soldados.
Os primeiros ministros da Inglaterra e da França , Lloyd Geroge e Georges Clemenceau , respectivamente , e o Presidente dos Estados Unidos , Woodrow Wilson.
A conferência de Paris fixou os termos do tratado de paz a ser firmado com as nações vencidas e reformulou o mapa da Europa. Quatro antigos impérios deixaram de existir. Os impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano foram desmembrados , dando origem a diversas nações , como a Tchecos-lováquia e a Lugoslávia. Além disso, a reunião aprovou a constituição da Sociedade das Nações , também chamada de Liga das Nações , proposta pelo governo norte-americano. O principal objetivo do órgão era encontrar caminhos para o convívio pacífico entre os povos do mundo.
Em junho de 1919 , vencedores e vencidos se reuniram nas proximidades de Paris para firmar o Tratado de Versalhes. Por imposição da França , o tratado foi assinado na Sala dos Espelhos do palácio de Versalhes , a mesma em que Bismarck havia proclamado o Segundo Reich alemão , em janeiro de 1871 , após a derrota francesa da Guerra Franco-Prussiana.
Pelo acordo , a Alemanha perdeu a Alsácia-Lorena parar a França e outras regiões para a Bélgica , a Tchecoslováquia e a Polônia. Além disso , foi criada uma estreita faixa de terra ligando a Polônia ao mar Báltico. Denominada corredor polonês, essa faixa atravessa o norte da Alemanha , cortando o país em duas partes.
O tratado tinha também uma cláusula econômica financeira , que obrigava a Alemanha a pagar pesada indenização em dinheiro , a título de ''reparações de guerra'' , e a entregar parte de sua frota mercante, de suas locomotivas e de suas reservas de ouro ás nações vencedoras.
Uma cláusula militar proibia que o governo alemão tivesse marinha de guerra , tanques e artilharia pesada , fixando o seu exército em 100 mil soldados.
Tripece Entente
Ficou conhecida como Tríplice Entente(entente = acordo, contrato) a coalizão militar constituída na primeira década do século XX, onde os Impérios Britânico, Russo e República Francesa se uniram para fazer frente à política expansionista de outro bloco, a Tríplice Aliança(constituída pelos Impérios Alemão, Italiano e Austro-Húngaro), formado em 1882.
Esse processo de alianças na virada do século XIX para o XX reflete uma mudança que ocorria no cenário político europeu: as antigas potências, Grã-Bretanha e França, com seus vastos impérios coloniais distribuídos pelo globo, vinham sofrendo a concorrência de novas forças como Alemanha e Itália, recentemente constituídos estados nacionais unificados, que rapidamente conquistavam tanto fatias importantes dos mercados globais quanto inauguravam seus próprios impérios coloniais.
Esta concorrência de novas forças políticas naturalmente gerou graves atritos. A solução para resolver as discórdias foi a constituição de acordos econômicos, políticos e militares onde países com interesses semelhantes se reuniam. Assim, dois blocos distintos se destacaram: a "Tríplice Aliança" e a "Tríplice Entente". Esta criação de alianças, combinada com a diplomacia secreta, prática comum em meio à política europeia na época, foram fatores determinantes para o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914.
A Tríplice Entente seria formada em 1907, justamente pelos principais rivais da Alemanha nas disputas por mercado e áreas coloniais. Caso ocorresse um conflito e a Alemanha saísse vitoriosa, esta poderia se tornar senhora do comércio internacional, país preponderante politicamente na Europa e ainda conquistar vários territórios coloniais, expandindo o seu império. Enfim, era o sonho máximo dos pan-germanistas, os simpatizantes de uma supremacia política e econômica alemã, apoiada ainda pelo velho Império Austro-Húngaro.
Por ocasião da guerra, a Itália seria convencida a se unir à Entente a partir de um trato feito com a Inglaterra. Após iniciado o conflito, os Estados Unidos viriam a reforçar o grupo com o afundamento por parte de forças alemãs de um navio repleto de tripulantes norte-americanos. De outro lado, o Império Russo, tomado por crises sociais agravadas pelo esforço de guerra irá retirar-se tanto da aliança quanto do conflito mundial. Logo depois, o país seria tomado por uma onda revolucionária na qual emergirá um novo ente que herdará as fronteiras do antigo império, a União Soviética.
Fonte de pesquisa: http://www.infoescola.com/historia/triplice-entente/
O que foi o Tratado de Versalhes
Assinado em 28 de junho de 1919, o Tratado de Versalhes foi um acordo de paz assinado pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Neste Tratado, a Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente Inglaterra e França. Em 10 de janeiro de 1920, a recém criada Liga das Nações (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
Fonte de Pesquisa: http://m.suapesquisa.com/pesquisa/tratado_de_versalhes.htm
Fonte de Pesquisa: http://m.suapesquisa.com/pesquisa/tratado_de_versalhes.htm
Primeira Guerra Mundial
O início da Grande Guerra
O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.
Política de Alianças
Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.
Desenvolvimento
As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.
Fim do conflito
Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
Fonte de Pesquisa: http://www.sohistoria.com.br/ef2/primeiraguerra/
Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial, iniciada em setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes, de forma direta ou indiretamente. O número de mortos superou os cinquenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.
É difícil de calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos (bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente). Outra de suas características, talvez a mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população civil na retaguarda. Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.
Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgaste". Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsadas permitiu-lhes que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse suprimida.
Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares, esta atingiu a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento.
Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal fim. Com disse o historiador R.A.C. Parker: "O conceito que a humanidade tinha de si mesmo, nunca voltará a ser o mesmo".
Enfim a Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi consequência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações européias. De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.
Desta forma, a Segunda Guerra é considerada como uma verdadeira guerra mundial, sendo uma consequência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em consequência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.
Fonte de Pesquisa: http://www.sohistoria.com.br/ef2/segundaguerra/
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