domingo, 24 de abril de 2016

o que é o nazismo?

Nazismo foi uma política de ditadura que governou a Alemanha entre 1933 e 1945, período que também ficou conhecido como Terceiro Reich, liderado por Adolf Hitler.
A ideologia política do nazismo surgiu após a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), com a Alemanha destruída economicamente e humilhada por ter perdido a guerra. Neste cenário, surge um sentimento de revolta entre os alemães, que culpavam o governo pela situação do país e exigiam mudanças drásticas 
http://www.significados.com.br/nazismo/

A guerra no Pacífico.

A guerra no Pacífico iniciou-se com o ataque japonês à base americana de Pearl Harbor (Hawai) a 7 de dezembro de 1941, facto que implicou a entrada dos Estados Unidos da América na guerra. No mesmo dia a aviação japonesa atacou vários objetivos estratégicos: Manila, nas Filipinas, Malásia, Singapura e Hong-Kong, enquanto as forças terrestres desembarcavam no Bornéu britânico e no Norte da Malásia; foi também por essa altura que a Tailândia foi ocupada. Depois de alguns sucessos navais, nomeadamente contra a marinha inglesa ao largo da Malásia, a ofensiva japonesa prosseguiu sem encontrar grandes obstáculos; as ilhas de Guam e Wake, atacadas no início das hostilidades, caem nas suas mãos, respetivamente a 12 e 24 de dezembro de 1941; pouco depois tomam Manila (2 de janeiro de 1942), a Malásia (a 31), Singapura (15 de fevereiro) e progridem na Birmânia. Na primeira metade desse ano, as vitórias alcançadas em terra, mar e ar (Java, Batan, Ceilão, o corte da estrada de Birmânia, eixo fundamental para o abastecimento da China, os ataques à Nova Guiné e às Ilhas Salomão) colocam o Pacífico nas mãos do "Império do Sol Nascente". No entanto, os Aliados, ainda a recuperar dos primeiros abalos, conseguem alguns êxitos significativos e, sobretudo, moralizadores. A 18 de abril de 1942, Tóquio, Yokoama e Nagoia são bombardeadas pela aviação americana do general Doolitle; e, na mesma altura em que os americanos capitulam em Corregidor e Mindanáu, chega a notícia da grande vitória do almirante Nimitz na batalha aeronaval do mar de Coral (7 a 10 de maio), travando a ofensiva nipónica sobre a Austrália. Um mês depois (4 de junho), regista-se um novo sucesso americano em Midway; com ele, as ilhas do Hawai ficavam livres de perigo. Com estas vitórias, os norte-americanos recuperavam a supremacia naval e o desembarque japonês nas Aleutas a 15 desse mês já não preocupava.
A partir deste ano de 1942, as forças americanas passam ao contra-ataque; dirigidas pelo general Douglas MacCarthur, reconquistam, uma a uma, as posições perdidas. Ao mesmo tempo, a frota comandada pelo já citado Nimitz inflingia sérias derrotas aeronavais ao adversário nipónico: nas ilhas Salomão, Fidji, Nova Guiné, Marshall, Marianas e nas Filipinas, era evidente a superioridade dos americanos. A 9 de janeiro de 1945, os "marines" desembarcam em Luzon, principal ilha das Filipinas e Manila, a capital, capitula a 1 de fevereiro. A 16, Batan é libertada e Corregidor reconquistada. Desde essa altura, o Japão é diretamente atacado. A 1 de abril, as forças aliadas que já ocupavam a ilha de Iwo Jima (à custa de violentos combates travados entre 19 de fevereiro e 16 de março) desembarcam em Okinawa (a 520 km do Japão), ao mesmo tempo que as forças chinesas de Chiang Kai-shek e os exércitos britânicos expulsam os japoneses da Birmânia. A 10 de junho iniciava-se a grande ofensiva aliada sobre o Bornéu. A vitória dos Aliados era agora uma certeza. Mas, enquanto a ocidente a guerra terminava em maio, com a capitulação da Alemanha, no Pacífico a resistência nipónica era feroz. Apesar dos progressos americanos, o Japão dominava ainda a Indochina, grande parte da China continental, a Indonésia e muitas ilhas dispersas. Segundo os cálculos dos oficiais americanos, seria impensável dominar o Japão antes do ano seguinte. Perante este cenário, o presidente americano Truman tomou a decisão de lançar a bomba atómica sobre Hiroxima (6 de agosto) e Nagasáqui (9 de agosto). Paralelamente, do Pacífico a URSS entrou no conflito, a 8 de agosto, apesar de ser neutral desde abril de 1941, e atacou o Japão nos seus domínios continentais da Manchúria e da Coreia. A bomba atómica foi então lançada como forma de abreviar a guerra no Pacífico, muito embora fosse desconhecido o seu potencial destruidor. A escolha dos locais obedeceu a dois critérios: o de atingir um ponto essencial da passagem de tropas em direção ao Sudeste asiático (Hiroxima) e o de experimentar quais os verdadeiros efeitos da nova bomba sobre um agregado populacional intacto (Nagasáqui). A primeira bomba fez 78 150 mortos, 13 982 desaparecidos, 9428 feridos graves e 29 957 feridos ligeiros. Os danos da segunda explosão saldaram-se em 36 mil mortos e 40 mil feridos. 
Em face do número de perdas, o imperador japonês Hirohito viu-se forçado a propor aos seus ministros a rendição, apresentada logo em agosto e assinada a 2 de setembro de 1945, a bordo do couraçado Missouri, perante o comandante MacCarthur. A guerra do Pacífico redundou num profundo abalo da presença europeia no Sudeste asiático, tendo os países do Velho Continente sido definitivamente postos em causa quanto à ocupação de territórios no Extremo Oriente. Ao mesmo tempo, a China herdava um embate interno entre o nacionalismo de Chiang Kai-shek e o comunismo de Mao Tsé-tung.

Fonte : http://www.infopedia.pt/$guerra-do-pacifico-(1941-1945)

A Guerra Civil Espanhola.

A Guerra Civil Espanhola foi o acontecimento mais dramático antes da Segunda Guerra Mundial, entre 1936 e 1939. Nela estavam contidos todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX.
Nesse conflito de um lado estavam posicionadas as forças nacionalistas e fascistas aliadas a instituições tradicionais da Espanha, dentre elas o Exército, a Igreja e os Latifundiários (grandes proprietários de terra). Do outro lado da estava a Frente Popular, que era a base do Governo Republicano Espanhol, representados pelos sindicatos, partidos de esquerda e os partidários da democracia.
Para o primeiro grupo mencionado o conflito serviria para livrar o país da influência comunista restabelecendo assim os valores da Espanha tradicional, ou seja, o autoritarismo e o catolicismo. Para isso acontecer era preciso acabar com a República que havia sido proclamada em 1931 com a queda da monarquia.
Já para o segundo grupo citado acima era preciso dar um basta em todo esse avanço das forças fascistas que já havia conquistado toda a Itália (em 1922), toda Alemanha (em 1933) e a Áustria (em 1934).
Segundo as decisões da Internacional Comunista de 1935, elas deveriam se aproximar de partidos democráticos de classe média para que sejam formados uma Frente Popular que teria como função enfrentar todo esse sucesso nazi-fascista. Assim, socialistas, comunistas, anarquistas e democratas liberais deveriam se unir para tentar barrar o avanço nazi-fascista.
Com a grave crise econômica da década de 1930, que foi iniciada pela quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, a ditadura do General Primo de Rivera foi derrubada e em seguida caiu também a Monarquia. O Rei Afonso XIII foi obrigado a exilar-se e proclamaram a República em 1931, que é conhecida como República de Tabajadores. A partir disso a esperança era que a Espanha seguisse o caminho das outras nações ocidentais fazendo uma reforma que separasse o Estado da Igreja, que aceitassem o pluripartidarismo, além da liberdade de expressão e organização sindical. Mas nada disso aconteceu, o País conheceu um violento enfrentamento de classes seguida por uma grande depressão econômica, gerando uma grande frustração generalizada na sociedade espanhola.
O clima de turbulência foi motivado pela intensificação da luta de classes, principalmente entre anarquistas e direitistas que provocou inúmeros assassinatos políticos o que contribuiu para criar uma situação de instabilidade que afetou o prestígio da frente popular.
Com isso direita estava entusiasmada com o sucesso de Hitler que se somou ao golpe direitista de Dolfuss na Áustria em 1934. Apesar de terem perdido as eleições, os direitistas começaram a conspirar contra o governo recebendo o apoio de militares e dos regimes fascistas (de Portugal, Alemanha, e Itália). Acreditavam que com esse apoio dos militares derrubariam facilmente a República. No dia 18 de julho de 1936 o General Francisco Franco insurge o exército contra o governo Republicano. Nas principais cidades, como Madri e Barcelona, o povo saiu para as ruas e impediu o sucesso do golpe. Com isso milícias anarquistas e socialistas foram até então formadas para resistir ao golpe militar.
O país então em pouco tempo ficou completamente dividido em áreas nacionalistas, dominados pelas forças do General Franco e em áreas republicanas, controladas pelos esquerdistas. Nas áreas republicanas houve uma revolução social, terras foram coletivizadas, as fábricas foram dominadas pelos sindicatos, assim como os meios de comunicação.
Porém a superioridade militar do General Franco foi o fator decisivo na vitoria dele sobre a República. Em 1938 suas forças cortaram a Espanha em duas partes, isolando assim a Catalunha do resto do país.
As baixas da Guerra Civil Espanhola oscilam entre 330 e 405 mil mortos, meio milhão de prédios foram destruídos, metade do gado Espanhol foi morto, além disso a renda per capita reduziu em 30% e fez com que a Espanha afundasse numa estagnação econômica que se prolongou por quase 30 anos.

Fontes:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_civil_espanha.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Espanhola
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u34.jhtm

A ascensão do facismo.

Uma das consequências mais importantes da Grande Depressão foi ampliar e legitimar a intervenção do Estado na economia , abalando a ideologia liberal do capitalismo , que pregava a liberdade irrestrita de mercado.
A perda de confiança nas soluções liberais , no entanto , não se restringiu á economia. Na Europa e em outros continentes , o colapso do sistema capitalista de produção gerou também profundo ressentimento contra a forma de organização democrática do Estado.

A crise favoreceu , assim , a ação de ideologias e movimentos políticos que pregavam a destruição da democracia e a instauração de regimes '' fortes'' , ditatoriais , capazes de mobilizar a nação em torno de ideias nacionalistas e de tirá-la do caos. Foi nessas circunstâncias que movimentos de direita , como o fascismo italiano , ganharam força.
O fascismo não foi produto apenas da Grande Depressão, mas também do exacerbado nacionalismo herdado do século XIX e de ressentimentos nacionais provocados pelos resultados da Primeira Guerra Mundial.
Na verdade , desde 1918 já havia movimentos ultranacionalista e autoritários em várias regiões da Europa, principalmente na Itália. Ali , em 1919, um antigo militante de esquerda que rompera com o socialismo , Benito Mussolini , fundou o Fascio di Combattimento , embrião do Partido Nacional Fascista que , em 1922 , chegaria ao poder.

Mussolini prometia acabar com a luta de classes, implantar um governo forte , destinado a afastar o perigo de uma revolução socialista , e transformar a Itália numa grande potência. Para isso , ele e seus partidários se propunham esmagar os grupos de esquerda - socialistas , anarquistas e , mais tarde , comunistas ( na Itália , o Partido Comunista seria fundado em 1921 , a partir de uma dissidência do Partido Socialista).
Na luta por esses objetos , os fascistas organizavam-se em milícias armadas , uniformizadas com camisas negras e treinadas no uso da violência física contra os adversários. Sua principal base de apoio eram classes médias insatisfeitas com a crise e assutadas com a possibilidade de uma revolução socialista como a que ocorrera na Rússia , em 1917. Mas havia todo tipo de pessoas sem empregos , desordeiros , marginais e desocupados. Os alvos preferidos das suas ações violentas eram líderes sindicais , operários em greve , socialistas e democratas em geral.

Por essa época , o Estado italiano estava organizando sob a forma de monarquia parlamentar , com um primeiro-ministro como chefe de governo. Após a Primeira Guerra Mundial , o país entrou num período de turbulência política e econômica. O desemprego se acentuou e ,em 1921 ,eclodiram nas cidades industriais da região norte grandes manifestações e greves operárias com ocupação de fábricas.
Nessas condições , em outubro de 1922 , Mussolini , Chamado de Duce ( guia ) por seus partidários , pôs-se á frente de 50 mil ''camisas negras'' e realizou uma gigantesca demonstração de força, a ''Marcha sobre Roma''. A resposta do rei Vítor Emanuel III foi nomeá-lo para o cargo de primeiro-ministro. No poder , o Duce convocou novas eleições , que deram 65% dos votos ao partido Fascista, graças ás fraudes e á violência.

A Revolução Russa de 1917

A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
 Rússia Czarista
Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

A Revolução compreendeu duas fases distintas:

  • A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.

Czar da Rússia Nicolau II
  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.

1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética Vladmir Ilitch Ulianov
Lênin
 O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado
O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.
No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.

O aumento do poder dos Bolcheviques

Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.
Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.
Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.

O novo governo

O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lênin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.


Líder da União Soviética Josef Stalin
Josef Stalin foi o dirigente máximo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953. Governou por meio do terror, embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais.
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).

A guerra civil

O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.
Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

O tratado de Versalhes

Em janeiro de 1919, teve inicio a Conferência de Paris , convocada para estabelecer novas condições internacionais de convivência. Dela participaram somente as nações vencedoras e os países neutros, totalizando trinta e dois governos , mas apenas três líderes definiram os rumos do encontro:
Os primeiros ministros da Inglaterra e da França , Lloyd Geroge e Georges Clemenceau , respectivamente , e o Presidente dos Estados Unidos , Woodrow Wilson.

A conferência de Paris fixou os termos do tratado de paz a ser firmado com as nações vencidas e reformulou o mapa da Europa. Quatro antigos impérios deixaram de existir. Os impérios Austro-Húngaro e Turco-Otomano foram desmembrados , dando origem a diversas nações , como a Tchecos-lováquia e a Lugoslávia. Além disso, a reunião aprovou a constituição da Sociedade das Nações , também chamada de Liga das Nações , proposta pelo governo norte-americano. O principal objetivo do órgão era encontrar caminhos para o convívio pacífico entre os povos do mundo.
Em junho de 1919 , vencedores e vencidos se reuniram nas proximidades de Paris para firmar o Tratado de Versalhes. Por imposição da França , o tratado foi assinado na Sala dos Espelhos do palácio de Versalhes , a mesma em que Bismarck havia proclamado o Segundo Reich alemão , em janeiro de 1871 , após a derrota francesa da Guerra Franco-Prussiana.

Pelo acordo , a Alemanha perdeu a Alsácia-Lorena parar a França e outras regiões para a Bélgica , a Tchecoslováquia e a Polônia. Além disso , foi criada uma estreita faixa de terra ligando a Polônia ao mar Báltico. Denominada corredor polonês, essa faixa atravessa o norte da Alemanha , cortando o país em duas partes.
O tratado tinha também uma cláusula econômica financeira , que obrigava a Alemanha a pagar pesada indenização em dinheiro , a título de ''reparações de guerra'' , e a entregar parte de sua frota mercante, de suas locomotivas e de suas reservas de ouro ás nações vencedoras.
Uma cláusula militar proibia que o governo alemão tivesse marinha de guerra , tanques e artilharia pesada , fixando o seu exército em 100 mil soldados.

Tripece Entente

Ficou conhecida como Tríplice Entente(entente = acordo, contrato) a coalizão militar constituída na primeira década do século XX, onde os Impérios Britânico, Russo e República Francesa se uniram para fazer frente à política expansionista de outro bloco, a Tríplice Aliança(constituída pelos Impérios Alemão, Italiano e Austro-Húngaro), formado em 1882.
Esse processo de alianças na virada do século XIX para o XX reflete uma mudança que ocorria no cenário político europeu: as antigas potências, Grã-Bretanha e França, com seus vastos impérios coloniais distribuídos pelo globo, vinham sofrendo a concorrência de novas forças como Alemanha e Itália, recentemente constituídos estados nacionais unificados, que rapidamente conquistavam tanto fatias importantes dos mercados globais quanto inauguravam seus próprios impérios coloniais.
Esta concorrência de novas forças políticas naturalmente gerou graves atritos. A solução para resolver as discórdias foi a constituição de acordos econômicos, políticos e militares onde países com interesses semelhantes se reuniam. Assim, dois blocos distintos se destacaram: a "Tríplice Aliança" e a "Tríplice Entente". Esta criação de alianças, combinada com a diplomacia secreta, prática comum em meio à política europeia na época, foram fatores determinantes para o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914.
A Tríplice Entente seria formada em 1907, justamente pelos principais rivais da Alemanha nas disputas por mercado e áreas coloniais. Caso ocorresse um conflito e a Alemanha saísse vitoriosa, esta poderia se tornar senhora do comércio internacional, país preponderante politicamente na Europa e ainda conquistar vários territórios coloniais, expandindo o seu império. Enfim, era o sonho máximo dos pan-germanistas, os simpatizantes de uma supremacia política e econômica alemã, apoiada ainda pelo velho Império Austro-Húngaro.
Por ocasião da guerra, a Itália seria convencida a se unir à Entente a partir de um trato feito com a Inglaterra. Após iniciado o conflito, os Estados Unidos viriam a reforçar o grupo com o afundamento por parte de forças alemãs de um navio repleto de tripulantes norte-americanos. De outro lado, o Império Russo, tomado por crises sociais agravadas pelo esforço de guerra irá retirar-se tanto da aliança quanto do conflito mundial. Logo depois, o país seria tomado por uma onda revolucionária na qual emergirá um novo ente que herdará as fronteiras do antigo império, a União Soviética.
Fonte de pesquisa: http://www.infoescola.com/historia/triplice-entente/